Mais uma associada da AFABB-SP é vítima de golpe de marginais

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Em esquema similar ao denunciado pela Associação há alguns dias, bandidos furtam quase R$ 10 mil de associada; Entidade reforça necessidade de corpo social ler cartilha "Cuidado com Golpes" para se proteger  - por Jair Rosa

 

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Por volta das 14h de 31 de julho, uma de nossas associadas recebeu ligação em seu telefone fixo, sem saber que aquele simples gesto daria início a um pesadelo.

Do outro lado da linha um homem, muito educado, apresentou-se como Ricardo, funcionário da agência do Banco do Brasil onde tinha conta. "Detectamos débitos de vários valores na Telhanorte, em Campinas. Suspeitamos dessa movimentação e não autorizamos os débitos", disse o rapaz.

Ela respondeu que não havia feito nenhuma compra, desligou o telefone e foi apanhar seu celular para ver sua movimentação no aplicativo do BB. “Mal dei três passos e o fixo tocou novamente.

Era Ricardo, de novo, pediu para que eu teclasse o número 1 para transferir a ligação ao gerente. Apertei e ouvi até aquele 'piii' e pouco tempo depois outra pessoa atendeu e passou a falar comigo.

Sabia muitos detalhes e não tive como desconfiar que não era da agência, até porque conhecia um funcionário de nome Ricardo que trabalhava lá. Pensei que fosse ele que tinha ligado para mim".

O suposto gerente informou que, como ela possuía dois cartões, precisaria cancelá-los, e pediu que confirmasse as numerações. “Fiz isso. Depois, falou que não era para eu dizer a senha, mas que a digitasse, como sempre fazemos em operações no banco,”, relata a filiada.

O suposto gerente disse que demoraria um pouco, pois estava gerando protocolos. Enquanto isso, perguntou a ela se havia passado o cartão duas vezes em um mesmo lugar, pois seria neste momento que seu cartão foi clonado por um “chupa-cabra”. Ela disse que não recordava.

O falso funcionário disse ter concluído a operação e pediu a ela que anotasse os protocolos, pegasse os cartões e os levasse naquele mesmo dia a uma agência do banco em Alphaville, onde funcionava um posto da Polícia Federal. Lá os cartões seriam destruídos e saberiam em que local houve a clonagem.

Pelo adiantado da hora, a associado respondeu que não conseguiria chegar a tempo. “Fique tranquila, devido à pandemia o banco utiliza serviço de motoboys para prestar serviços a clientes no grupo de risco, como a senhora. Coloque os cartões em um envelope e escreva o número dos protocolos no remetente. Em breve, ele passa aí”.

Mal terminou de preparar o envelope, o motoboy chegou. Ela entregou o envelope e, neste momento, pediu uma identificação. “Ele se negou e foi embora. Caiu minha ficha e percebi que tinha caído num golpe”, relata.

A associada tentou ligar para a agência e falar com o gerente, mas não conseguiu por já haver encerrado o horário de expediente. Pegou o carro e foi até lá. “Como o expediente já havia encerrado. Demorou muito para eu falar com o gerente. Ao acessar minha conta, viu que já tinham feito dois débitos, de R$ 5.000 e de R$ 4.900”.

Os cartões foram cancelados, mas o banco tem se negado a ressarcir seu prejuízo. Ela fez Boletim de Ocorrência.

 

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Inconformada – Na entrevista à nossa reportagem, a associada revelou sua angústia por ter caído no golpe. “Estou inconformada e até envergonhada por ter caído nessa. Não quero que ninguém passe por isto e aconselho a quem receber ligação dizendo ser do banco, seja no celular ou no fixo, desligue imediatamente. Ligue você mesmo, posteriormente ao seu gerente, para ver se há algum problema ou não”.

Ela revela também que foi o relato de uma outra associada que passou por situação similar que a encorajou a fazer o mesmo. A matéria em questão teve mais de 600 acessos desde que foi publicada e acendeu sinal de alerta no corpo social.

 

Leia mais: Vigaristas dão golpe em associada da AFABB-SP

 

Nos dois casos, os marginais demostram muita familiaridade com o linguajar bancário,  conhecimento sobre as pessoas que abordam e até nomes de funcionários das agências onde suas vítimas têm conta.

Agem de forma tão convincente que conseguem ludibriar pessoas muito esclarecidas. “Desconfio até que estavam me monitorando há algum tempo”, disse uma das associadas.

 

Defenda-se - O número de golpes a idosos é tão grande que a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) emitiu comunicado e iniciou campanha nos meios de comunicação para alertar as pessoas.

 

Leia mais: Febraban lança campanha de orientação sobre golpes financeiros a idosos

 

De nossa parte, além de dar voz a associados que passaram por essas situações, publicou cartilha produzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul com os principais golpes aplicados ao consumidor e como evita-los.

  

Leia atentamente e compartilhe essas informações:

CARTILHA AJUDA NA PREVENÇÃO:

CARTILHA MIOLO 1

CARTILHA MIOLO 2

CARTILHA MIOLO 3

CARTILHA MIOLO 4

CARTILHA MIOLO 5

CARTILHA MIOLO 6

CARTILHA MIOLO 7

CARTILHA MIOLO 8

CARTILHA MIOLO 9

CARTILHA MIOLO 10

CARTILHA MIOLO 11

CARTILHA MIOLO 12

CARTILHA MIOLO 13

CARTILHA MIOLO 14

CARTILHA MIOLO 15

CARTILHA MIOLO 16

CARTILHA MIOLO 17 B

 


 Fonte:   Polícia Civil do Rio Grande do Sul

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