Novos tratamentos para o Câncer de Próstata

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Marcando seu apoio ao Novembro Azul a AFABB-SP traz importante artigo do dr. Eduardo Mazzucato sobre o Câncer de Próstata


SELO 30 ANOSO câncer de próstata é o mais comum entre os homens acima de 50 anos. O Brasil registra mais de 68 mil novos casos sendo que este tumor é responsável por 14 mil mortes por ano, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer).

 

O diagnóstico precoce é o meio mais eficaz na descoberta de casos em fases iniciais. A próstata é uma glândula do tamanho de uma noz, de aproximadamente 20 gramas, que produz fluidos formadores de parte do sêmen. Ela fica próxima à uretra e abaixo da bexiga. Ela pode ser observada através de ultrassonografias, tomografias ou ressonâncias magnéticas quanto ao seu tamanho e formato, mas é através do toque retal que o médico analisa a sua consistência, tamanho e relação com estruturas adjacentes.

 

Por isso anualmente deve ser realizado o PSA e o toque retal. Quando há alguma suspeita deve ser feito uma biópsia da próstata. Quando diagnosticado, o câncer de próstata deve ter o tipo de tratamento adequado à idade do paciente, comorbidades e extensão da doença.

 

Em fases iniciais temos opções de tratamento desde a vigilância ativa, radioterapia e principalmente a cirurgia. Quando indicada, a cirurgia tem evoluído sobremaneira nos últimos tempos. Inicialmente a cirurgia era realizada a “céu aberto”, ou seja, exigia uma incisão extensa na região abdominal com um longo período de recuperação pós-cirúrgica.

 

 Modernamente, a cirurgia robótica tem substituído essa técnica por ser um procedimento minimamente invasivo, apresentando menor tempo de internação, geralmente menos de 24 horas, menor risco de sangramento e de transfusões de sangue, menor dor pós-operatória e menor tempo com a sonda vesical. Além disso o robô permite um melhor movimento e uma imagem em 3D, tornando a cirurgia muito mais precisa, com resultados melhores.

 

Para aqueles casos em que já houve o aparecimento de metástases, ou disseminação à distância, como o tumor de próstata é sensível a hormônios há a opção das terapias hormonais.  Recente Congresso Americano de Urologia em Chicago 2019, mostrou que novas drogas podem proporcionar um retardo no crescimento desses tumores à distância (apalutamida e enzalutamida), já disponíveis em nosso meio.

 

Parodiando um conhecido ditado, o preço da saúde e da qualidade de vida é a eterna vigilância. Não deixe de fazer seu exame anual e consultar seu médico de confiança.

 

Dr. Eduardo Mazzucato é médico urologista especializado em cirurgia robótica

 

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