Associados voltam no tempo em passeio de Maria Fumaça

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O passeio liga Campinas a Jaguariúna, tem paradas para compras em várias estações do trajeto e atrai saudosistas - por Juca Varella

 

SELO 30 ANOS

Em mais um passeio de sucesso planejado pela equipe de eventos da AFABB-SP, suspiros foram arrancados dos nossos associados e convidados saudosistas. A viagem de Maria Fumaça durou cerca de uma hora e meia com direito a paradas em antigas estações, almoço e música ao vivo nos vagões construídos no início do século passado. Chegando em Jaguariúna, ponto final do trajeto, o grupo seguiu de ônibus para a cidade de Pedreira. “Muito gostosa a viagem e muito bem organizada pelo pessoal da AFABB-SP. Nosso almoço foi em um lugar muito aprazível e gostoso. Depois fomos conhecer Pedreira, com muitas lojas de artesanato e porcelanas. Vale muito a pena esse passeio”, comenta nosso associado Ricardo Salvador.

 

Depois de muito esforço de um grupo de pessoas aficionados por ferrovias, que fundaram, em 1977, a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, os trilhos abandonados da antiga Companhia Mogiana de Estrada de Ferro começaram a ser recuperados e, em 1984, circulou o primeiro trem turístico Campinas-Jaguariúna.  Desde então a Associação já adquiriu e restaurou mais de seis locomotivas e vapor e à diesel, além de dezenas de vagões de passageiros.

 

mafu9Trecho da viagem entre Campinas e Jaguariúna

 

O associado Luiz Carlos Teixeira elogiou a iniciativa “Mais um passeio de sucesso que a AFABB-SP ofereceu para os associados. Vamos continuar indo em outros passeios porque esse foi fora de série. Ficarei aguardando os próximos para a Argentina e Portugal e outros que ainda irão se realizar. Eu amo a AFABB-SP”.

 

Francisco, convidado do associado Teixeira, complementa: “Foi um prazer muito grande estarmos viajando novamente em outro passeio. Somos convidados do amigo associado Teixeira, e já participamos de vários passeios. Realmente a AFABB-SP está de parabéns porque sempre esses passeios são muito bem organizados e saem sempre a contento”.

 

MAFU6Além do lindo passeio, parada para compras

 

Neide, da Satelseg, parceira da AFABB-SP, gostou e recomenda: “Fui convidada para esse passeio maravilhoso, almoço delicioso, tudo perfeito, gente simpática. Foi um dia muito agradável. Tudo perfeito. Eu amei e recomendo”!

 

Acompanhe aqui os próximos eventos. E não se esqueça: Em setembro, comemorando seus 30 anos de existência, a AFABB-SP vai levar você para Buenos Aires. Leia mais e faça já sua reserva! 

Veja galeria de fotos

 

 

Saiba mais sobre o passeio de Maria Fumaça:

 

De Campinas a Jaguariúna, maria-fumaça refaz rota do café do século 19

Mariana Janjácomo
São Paulo

No século 19, os trilhos da extinta Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, que ligavam Campinas (SP) a Araguari (MG), levavam locomotivas carregadas de café colhido em São Paulo.

Hoje, a viagem de maria-fumaça percorre os 24,5 km entre as cidades de Campinas e Jaguariúna e leva curiosos e saudosistas. São cerca de 30 mil viajantes por ano nos passeios, que ocorrem apenas aos fins de semana.

O percurso dura cerca de três horas e meia e o trem anda a uma velocidade média de 25 km/h. Cerca de 80% do trajeto é em cenário rural, atravessando fazendas de cana e de gado. Nos vagões, monitores falam sobre a história da linha, do trem e de cada trecho percorrido.

Cada viagem é feita por 12 vagões de passageiros, com capacidade para acomodar 46 pessoas cada um. Os trens têm um banheiro com lavatório e um vagão-restaurante, onde são vendidos lanches, salgadinhos e bebidas.
As locomotivas são de diferentes épocas e locais de origem. Algumas vieram da Alemanha, outras, dos Estados Unidos, mas têm aparência semelhante.

São seis estações ao longo do caminho –Anhumas, Pedro Américo, Tanquinho, Desembargador Furtado, Carlos Gomes e Jaguariúna.

O passeio é de responsabilidade da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), organização fundada em 1977 por um grupo de aficionados por ferrovias.

O trabalho de recuperação do trecho demorou quatro anos. Em 1984, circulou o primeiro trem turístico pelos trilhos. Desde então, a associação adquiriu seis locomotivas a vapor e três a diesel, que têm a função de auxiliar a operação das marias-fumaça.

As máquinas são trazidas até uma oficina especializada que fica na estação Carlos Gomes, em Campinas, onde são restauradas por funcionários da associação e voluntários.

Como os vagões são antigos, construídos entre 1895 e 1960, não há peças à venda e todo item necessário para a manutenção das máquinas é construído pela ABPF. A restauração de uma locomotiva pode custar até R$ 500 mil.

A associação gasta cerca de R$ 200 mil por mês para fazer as manutenções periódicas dos trilhos e dos trens. A verba vem da venda de ingressos para os passeios e de doações.

Os ingressos para o passeio podem ser adquiridos pelo site da atração ou nas bilheterias da estações Anhumas e Jaguariúna.

 

FONTE: Folha de S. Paulo - http://folha.com/no1972086

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