O Novembro Azul e a saúde do homem

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Sociedade Brasileira de Urologia destaca necessidade da campanha para reforçar prevenção ao câncer de próstata Redação AFABB-SP



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De acordo com pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 65.840 novos casos de câncer de próstata são estimados para cada ano do triênio 2020-2022, com 15.576 mortes relacionadas.


Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), esses dados e a informação do Inca de que o diagnóstico precoce do câncer de próstata é essencial para a cura, levaram o SBU a reforçar a campanha do Novembro Azul.

“O diagnóstico precoce poderá ser afetado se não houver uma procura dos homens pelos serviços de saúde. Mesmo com a crise sanitária em curso, a prevenção não pode ser deixada de lado”, disse, em nota, a urologista Karin Anzolch, coordenadora da pesquisa da SBU sobre o impacto da pandemia na saúde.


Para reforçar o Novembro Azul, segundo a SBU, foram programadas ações online de esclarecimento do público com lives nas redes sociais do Portal da Urologia, contando com a participação de especialistas e convidados. Veja link do vídeo abaixo.


O Novembro Azul - O movimento Novembro Azul teve início em 2003, na Austrália, com o objetivo de chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças que atingem a população masculina, com ênfase na prevenção ao câncer de próstata.


Esse câncer é o tipo mais frequente entre os homens brasileiros, depois do câncer de pele, ocorrendo geralmente em homens mais velhos - cerca de 6 em cada 10 casos são diagnosticados em pacientes com mais de 65 anos.

 

Saiba mais

 

Próstata - É uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas e se assemelha a uma castanha. Localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

 

Sintomas - Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são:

- dor óssea;
- dores ao urinar;
- vontade de urinar com frequência;
- presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

 

Fatores de risco:
- histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio;
- raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer;
- obesidade.

 

Prevenção e tratamento - A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico).


Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal.


A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, tais como: estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual, periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença, intervindo se houver progressão.

 

Cartilha – O Inca disponibilizou em seu site (https://www.inca.gov.br/) a cartilha “Câncer de próstata, vamos falar sobre isso?”, elaborada pelo Ministério da Saúde. A publicações aborda mais aspectos sobre a doença.

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Fontes: Redação com informações do INCA e Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

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