Outubro Rosa - Previna-se contra o câncer de mama e do colo do útero!

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A AFABB-SP, diante de seu público feminino altamente susceptível a esse mal, faz o alerta, apóia o movimento e convida para a Roda de Conversa com profissionais da CliniCASSI no próximo dia 23 – Por Juca Varella

O movimento conhecido com Outubro Rosa surgiu nos estados Unidos na década de 1990 e visava à conscientização da população na prevenção e controle do Câncer de Mama e mais recentemente, sobre o Cancer de Colo do Útero.  Desde então o mês e outubro é dedicado às campanhas de informação, acessos a novos tratamentos e alertas às mulheres no sentido de aumentar a participação da sociedade na prevenção e no diagnóstico precoce desses males que matam milhões de mulheres ao redor do mundo.

A AFABB-SP, diante de seu público feminino altamente susceptível a essas terríveis doenças, faz o alerta e apoia o movimento Outubro Rosa.  É de extrema importância que nossas associadas e pensionistas se mantenham sempre atentas e se previnam. Pensando nisso e contando sempre com a parceria das profissionais da CliniCASSI, organizamos uma roda de conversa e chá da tarde com Dra. Camila (médica) e Danielly (Enfermeira) da CASSI, falando sobre ações de prevenção (diagnóstico precoce) do câncer de mama.

Dia: 23/10 - 3ª feira - 15h

Local: AFABB-SP R. Líbero Badaró, 158 - 12º andar

Confirme sua presença até 19/10, através dos telefones (11) 3115-3199/5199

  

Homens também - Diferente do que muita gente pensa, o câncer de mama é uma doença que também pode afetar os homens,  apesar da ocorrência  ser cerca de 100 vezes menos comum do que entre mulheres. Para os homens, o risco de ter câncer de mama ao longo da vida é cerca de 1 em 1.000.  Pode até parecer algo raro, mas ocorre. Por isso mesmo é importante o engajamento não só de mulheres, mas de homens também.

 

A CASSI criou no Outubro Rosa do ano passado um Hot Site com informações importantes sobre o Câncer de Mama, confira aqui.

 

 

Veja como se prevenir contra:

Câncer de Mama

O câncer de mama diagnosticado precocemente, quando ainda está em estágio inicial e não se disseminou, é mais fácil de ser tratado com sucesso. Fazer os exames de rastreamento regularmente é a maneira mais confiável de diagnosticar o câncer de mama precocemente.

Exames de Rastreamento

O objetivo dos exames de rastreamento para câncer de mama é diagnostica-lo antes que ele cause quaisquer sintomas. O rastreamento se refere a realização de exames para diagnosticar uma doença em pessoas assintomáticas. 

Os cânceres de mama diagnosticados durante os exames de rastreamento são mais propensos a serem menores e ainda a estarem confinados à mama. O tamanho de um câncer de mama e se está disseminado são alguns dos fatores mais importantes no prognóstico da doença.

Recomendações de Exames para Mulheres com Risco Médio de Câncer de Mama

Uma mulher com risco médio não tem histórico pessoal de câncer de mama, histórico familiar de câncer de mama, mutação genética conhecida (como BRCA) e não fez radioterapia prévia na região do tórax antes dos 30 anos.

As mulheres entre 40 e 44 anos têm a opção de iniciar o rastreamento com uma mamografia anual.

As mulheres entre 45 e 54 anos devem fazer mamografias anualmente.

As mulheres com 55 anos ou mais podem fazer uma mamografia a cada 2 anos ou podem optar por continuar a fazer as mamografias anuais. O rastreamento deve continuar enquanto a mulher estiver com um bom estado de saúde geral.

Todas as mulheres devem estar familiarizadas com a forma de suas mamas, como normalmente as olham e as tocam. E, qualquer alteração devem comunicar imediatamente ao seu médico, para 

Todas as mulheres devem entender o que esperar ao fazer uma mamografia de rastreamento para câncer de mama.

Mamografia

As mamografias regulares podem diagnosticar o câncer de mama em estágio inicial, quando as chances de cura são maiores. Uma mamografia pode encontrar alterações nas mamas que podem ser câncer anos antes do desenvolvimento dos sintomas físicos. Os resultados de muitas décadas de pesquisa mostram claramente que as mulheres que fazem mamografias regulares têm uma maior probabilidade de diagnosticarem o câncer de mama precocemente, e são menos propensas a precisarem de um tratamento agressivo, como a cirurgia para retirada da mama (mastectomia), além de terem mais chances de serem curadas da doença.

Exame Clínico e Autoexame da Mama

As pesquisas não mostraram benefícios claros dos exames físicos de mama realizados por profissionais de saúde ou pelas próprias mulheres no rastreamento do câncer de mama. Existem poucas evidências de que esses exames ajudem a diagnosticar o câncer de mama precocemente quando as mulheres também fazem mamografias de rastreamento. Por isso, não se recomenda exame clínico regular da mama e autoexame da mama. Ainda assim, todas as mulheres devem estar familiarizadas com as características de suas mamas e no caso do aparecimento de quaisquer alterações comuniquem imediatamente ao seu médico para que a causa seja identificada e, se necessário, iniciado o tratamento.

Recomendações de Rastreamento para Mulheres com Alto Risco de Câncer de Mama

As mulheres que têm um alto risco em desenvolver câncer de mama com base em determinados fatores devem fazer ressonância magnética e mamografia anualmente. Isso inclui mulheres que:

- Tem risco de câncer de mama durante a vida entre 20% a 25%, de acordo com ferramentas de avaliação de risco baseadas no histórico familiar (como o modelo Claus).

 

     - Tem uma mutação no gene BRCA1 ou BRCA2. 

     - Tem parente de primeiro grau (pai, irmão, irmã ou criança) com uma mutação do gene BRCA1 ou BRCA2. 

     - Fizeram radioterapia prévia na região do tórax entre 10 e 30 anos de idade. 

     - Tem síndrome de Li-Fraumeni, síndrome de Cowden ou síndrome de Bannayan-Riley-Ruvalcaba ou parentes de primeiro grau com uma dessas síndromes.

 

Não existem evidências suficientes para fazer o rastreamento anual com ressonância magnética em mulheres com maior risco de câncer de mama. Alguns fatores que aumentam esse risco são:

 

     - Ter histórico pessoal de câncer de mama, carcinoma ductal in situ, carcinoma lobular in situ, hiperplasia ductal atípica  ou hiperplasia lobular atípica. 

     - Ter mamas extremamente ou heterogeneamente densas.

 


Embora a ressonância seja melhor para diagnosticar o câncer de mama, ainda existem alguns tipos de câncer de mama que só a mamografia detectaria.

A maioria das mulheres com alto risco deve começar o rastreamento com ressonância magnética e mamografias aos 30 anos e continuarem enquanto tiverem um bom estado de saúde geral. 

Ferramentas para Avaliar o Risco de Câncer de Mama

Várias ferramentas de avaliação de riscos, como o modelo Gail, modelo Claus e o modelo Tyrer-Cuzick, estão disponíveis para ajudar os profissionais de saúde a estimar o risco de câncer de mama de uma mulher. Essas ferramentas fornecem estimativas aproximadas, e não precisas, do risco de câncer de mama com base em diferentes combinações de fatores de risco e diferentes conjuntos de dados.

Como essas ferramentas utilizam diferentes fatores para estimar o risco, podem fornecer diferentes estimativas de risco para a mesma mulher. Por exemplo, o modelo de Gail baseia suas estimativas de risco em certos fatores de risco pessoais, como idade atual, idade do primeiro período menstrual e histórico de biópsias de mama, junto com qualquer histórico de câncer de mama em parentes de primeiro grau. Em contraste, o modelo de Claus estima o risco baseado apenas no histórico familiar de câncer de mama em parentes de primeiro e segundo grau. Estes dois modelos poderiam facilmente fornecer diferentes estimativas para a mesma pessoa.

O uso de qualquer uma dessas ferramentas de avaliação de risco e seus resultados deve ser amplamente discutido com seu médico.

Câncer de Colo do Útero

A forma mais comum do desenvolvimento de um câncer do colo de útero é a partir de alterações pré-cancerosas. Existem duas maneiras de impedir o desenvolvimento da doença: a primeira é detectar e tratar as lesões pré-cancerosas antes que se tornem malignas, e a segunda é para prevenir as condições pré-cancerosas.

Detecção de Lesões Pré-Cancerosas

Uma maneira comprovada para prevenir o câncer do colo do útero é a realização de exames, como o Papanicolaou e HPV, para detectar a presença de lesões pré-cancerosas antes que elas se transformem em tumores malignos. Uma lesão pré-cancerosa encontrada pode ser tratada, evitando que se torne um câncer.

O exame de Papanicolaou (também conhecido como exame preventivo) é um procedimento realizado para coletar células do colo do útero que serão analisadas sob um microscópio para determinar a presença de câncer e pré-câncer. Estas células também podem ser usadas para verificar a existência do HPV. O exame de Papanicolaou pode ser feito durante um exame pélvico, mas nem todos os exames pélvicos incluem o exame de Papanicolaou.

A realização do exame de Papanicolaou prioriza o grupo etário de 25 a 64 anos de idade. Conforme orientações do Ministério da Saúde, o exame de Papanicolaou deve ser feito uma vez ao ano e, se o resultado for negativo por 2 anos consecutivos, pode-se passar a fazer apenas de 3 em 3 anos (Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero - INCA, 2016).

O teste de HPV pode ser feito na mesma amostra das células coletadas do exame de Papanicolaou.

Como Evitar Lesões Pré-Cancerosas 

 

     - Evitar a exposição ao HPV.

     - Tomar vacina contra o HPV.

     - Não fumar.

 


Vacina contra o HPV
 
No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS seguindo o esquema de 2 doses, com intervalo de 6 meses, sendo disponibilizada para:

 

     - Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos nos postos de vacinação.

     - Homens e mulheres de 9 a 26 anos vivendo com HIV, e imunodeprimidos (transplantados, oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia, nos 42 CRIES - centros de referência de imunobiológicos especiais presentes em todos os Estados brasileiros) mediante solicitação médica.

 

FONTE: INSTITUTO ONCOGUIA - http://www.oncoguia.org.br

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