Um dia dedicado à CASSI na AFABB-SP

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Em megaevento organizado pela AFABB-SP, associados tiveram acesso a informações relevantes sobre a situação financeira e as novas ameaças ao futuro da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil

Por Jair Rosa

São Paulo – A situação financeira da CASSI, os riscos à autogestão da entidade e a Central de Atendimento da Caixa de Assistência foram algumas das principais questões abordadas durante um megaevento organizado pela AFABB-SP durante toda a última quinta-feira (21/09).

Durante sete horas, apenas com pausa para almoço, os associados e integrantes de diversas entidades de representação do funcionalismo tiveram acesso a informações relevantes sobre sua assistência à saúde. O evento começou às 9h, com um café da manhã oferecido ao público, e foi encerrado por volta das 18h.

O primeiro painel contou com a participação do presidente interino da CASSI, Dênis Corrêa (que substituiu a Carlos Célio que deixou o cargo por motivo de aposentadoria), e do diretor eleito de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Santos Almeida.

“Podemos dizer que a CASSI saiu da UTI, mas esta agora na sala de observação. Ou seja, precisamos encontrar saídas para resolver a situação financeira da entidade. A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), por exemplo, impõe regras muito rígidas - para proteger as pessoas que detêm planos de saúde - e a CASSI também está inserida nestas regras. Já a inflação dos serviços de saúde – médicos, exames, internações, etc – é sempre bem mais elevada do que a inflação oficial”, explicou Denis que apresentou diversos número atualizados sobre a entidade, os quais podem ser conferidos pelos assistidos. Para isso, basta acessar o site da CASSI (www.cassi.com.br), onde há acesso restrito ao associado denominado Visão Cassi que reúne  informações financeiras atualizadas. Para acessar basta inserir login e senha do usuário.   “Atualmente 106 colegas do BB têm mais de 100 anos de idade, cerca de 124 mil assistidos estão com mais de 54 anos de idade. Por outro lado, como o banco deixou de contratar novos funcionários, não está havendo uma ‘oxigenação’ entre os participantes. Esse cenário é muito preocupante e creio que, assim que a consultoria terminar seu trabalho em novembro,  teremos de nos debruçar para construir uma proposta para a CASSI como um todo.”

CGPARCASSI meio DSC 1007Presidente da CASSI, Dênis Corrêa, entre diretores da AFABB-SP e de outras entidades presentes ao encontro

Ainda sobre a ANS, Humberto Santos Almeida, enfatizou que uma das batalhas que esta sendo travada é para que haja um marco regulatório entre os planos de saúde. “A CASSI tem modelo de autogestão, não tem fins lucrativos, não faz discriminação por faixa etária. Ou seja, seu compromisso é basicamente com os assistidos. Diferente dos planos de saúde convencionais que visam o lucro. Assim, temos atuado junto à ANS e em esferas políticas para que seja criado marco regulatório, no qual sejam respeitadas as características próprias das entidades de assistência à saúde administradas por meio de autogestão.”

Devido a outros compromissos assumidos anteriormente e por conta de horário de voos, Dênis e Humberto tiveram de se ausentar logo após as explanações mas se colocaram à disposição para novos encontros.

CGPAR -  Não bastasse os problemas relativos à situação financeira da CASSI, surge no horizonte um novo risco à entidade. Isso porque a Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração  de Participações Societárias da União (CGPAR) – subordinada aos ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil – está elaborando uma resolução com diretrizes de governança  e parâmetros de benefícios de saúde e de custeio para empresas estatais federais e públicas.

Essa questão foi detalhada por Fernando Amaral, integrante de uma força-tarefa criada pela Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), que fez uma exposição sobre as informações que vazaram sobre o que vem sendo discutido para a resolução (veja exposição completa na galeria de fotos). “Nossa primeira providência foi organizar um seminário sobre o assunto. O evento contou com a participação de diversas entidades de autogestão para estabelecer o mesmo nível de conhecimento e que caminho podemos trilhar juntos para que todos continuem prestando seu serviço de saúde. O segundo passo é fazer análise técnica das informações que vieram à tona.”

Entre os riscos aos planos de autogestão de uma forma geral está o fato de só poderem existir quem possuir no mínimo 20 mil vidas. No caso da CASSI implicaria na alteração do modelo de custeio, a implantação de um modelo onde a cobrança de mensalidade para as novas adesões levaria em conta a faixa etária, cobrança de franquia, o aumento das coparticipação entre outras medidas.

A partir dessas informações partiu da plateia o seguinte questionamento: o que podemos fazer para nos proteger?

A essa questão, a presidente da Associação de Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil (AAFBB), Célia Larichia, foi enfática:  “Para impedir ataques a nossos direitos na CASSI, defender a CASSI, temos de nos mobilizar. Foi esse poder de reação que impediu que o PLP 268 não fosse votado até agora pelo Congresso Nacional. E é isso que temos de fazer nesse momento.”

Também presente ao evento, Silvia Muto, do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, reforçou que essa luta também integra a mobilização em defesa das estatais e que é necessário o empenho tanto dos aposentados quanto dos “aposentáveis”.

Central de Atendimento – O encerramento do evento foi marcado pela apresentação da Central de Atendimento da CASSI – veja apresentação completa na galeria de fotos. Cláudio Said expos todas as dificuldades encontradas nesse serviço e o que está sendo feito para aprimorá-lo. Ele também criticou o comportamento do BB no que diz respeito à Estratégia Saúde da Família-ESF. “O banco finge que apoia o ESF, mas seu comportamento é de não se empenhar para que evolua. Também considero que há um direcionamento equivocado na estrutura da CASSI, onde a sede recebe mais atenção que a própria rede de CliniCASSI.”

Agradecimentos – O presidente da AFABB-SP, Rubens Rodrigues Costa, no encerramento do evento, destacou a necessidade de os assistidos cobrarem não apenas os eleitos, mas também os indicados pelo banco. “Se a gestão é compartilhada a responsabilidade por uma boa gestão é de todos. E a AFABB-SP realiza esses debates com o intuito de municiar seu corpo social de todas as questões que o afetam. Como é o caso da CASSI.”

O diretor de Assuntos Especiais da AFABB-SP, Adelmo Vianna Gomes, agradeceu o empenho de todos para a realização do evento. “Desde o nosso corpo de funcionários às pessoas que apertaram suas agendas para fazer exposições. E o assunto sobre a CASSI não esgota aqui. Faremos novos encontros, com outros dirigentes da CASSI para detalhar ainda mais tudo o que vem ocorrendo.”

Além de entidades de representação do funcionalismo do BB, também estiveram presentes integrantes de associações de empregados da Caixa.

VEJA galeria de fotos e tópicos das apresentações dos palestrantes: http://www.afabbsp.com.br/midias/gallery/797-afabb-sp-promove-dia-de-debates-sobre-a-cassi

 

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