Governo Temer quer desmontar a Cassi junto com o Banco do Brasil

Ultimas Noticias
Tipografia

Órgão do governo Temer ligado ao Ministério do Planejamento se reuniu com operadoras de planos de saúde de autogestão de empresas estatais. O objetivo foi organizar  o desmonte da CASSI e dos planos de saúde que atendem os funcionários de todas as empresas públicas federais. Representantes eleitos não foram chamados para a discussão.

Em 11 de julho último, a Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União – CGPAR , órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, promoveu reunião com representantes das operadoras de planos de saúde de autogestão das empresas estatais com objetivo de formular Minutas para Resoluções que estabeleçam diretrizes e parâmetros para o custeio da empresas estatais federais sobre benefícios de assistência à saúde.

O Banco do Brasil e a CASSI estiveram presentes por prepostos, mas nenhum dos eleitos da CASSI foi chamado para essa importante discussão.

Essas Minutas de Resolução, atribuídas à CGPAR, vazaram nas redes sociais e demonstram que o Governo Temer está agindo para desmontar a Cassi e os planos de saúde que atendem os funcionários de todas as empresas públicas federais.

Segundo os documentos, que não são oficiais, o governo pretende estabelecer várias mudanças nos planos de saúde de autogestão, como é o caso da CASSI, criando limites de custeio e outras regras para serem seguidas pelas estatais.

Destacamos alguns dos pontos mais significativos:

  • Impor a paridade de custeio entre o mantenedor BB e funcionários. Hoje, o banco paga 4,5% e os funcionários, 3%.
  • Impor limite de gastos com assistência à saúde a 8% da folha de pagamento de ativos e aposentados.
  • Determinar que novas adesões aos planos existentes só podem ser feitas se as contribuições forem distintas por faixa etária e faixa salarial.
  • Determinar que todo plano de empresa estatal cobre coparticipação nos serviços de saúde.

Estas determinações ferem de morte os princípios básicos da CASSI, pois destrói a solidariedade do plano. Hoje todos pagam 3% do salário. Se a cobrança for estabelecida por faixa etária, o plano ficará inviável para quem recebe os salários mais baixos e para os aposentados, que teriam suas mensalidades absurdamente aumentadas.

Se a determinação de estabelecer a paridade contributiva vigorar, o banco reduzirá sua contribuição e os associados aumentarão.

A Comissão de Empresa e as entidades sindicais repudiam as propostas e lembra que, para atender estas determinações (se de fato se confirmarem), a CASSI precisa mudar seu estatuto, o que tem de ser aprovado pelo voto dos associados. O movimento sindical organizará a resistência a estas possíveis mudanças e não admitirá mais este ataque aos direitos dos funcionários.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, o conteúdo dos documentos, mesmo não oficiais ainda, são de extrema gravidade pois representam um sério risco para os associados da Cassi, funcionários da ativa, aposentados, pensionistas e seus dependentes. “É mais um ataque contra trabalhadoras e trabalhadores e organizaremos a resistência para proteger nossos direitos.”

A FAABB, em Ofício à CASSI, alertou para as ameaças ao nosso Plano Associados, condenou o alijamento de nossos eleitos nessas discussões palacianas e solicitou imediata convocação de Reunião na CASSI com a presença de toda a governança e representantes dos trabalhadores, aposentados e pensionistas do BB.

A diretoria da AFABB-SP está acompanhando o assunto e manterá nossos associados informados.

Fontes:

Contraf-CUT  - http://contrafcut.org.br/noticias/governo-temer-quer-desmontar-a-cassi-junto-com-o-banco-do-brasil-0ce1

FAABB - http://faabb.com.br/ameacas-a-cassi-resolucoes-sendo-tramadas-na-surdina/

Enquete
O que você achou do visual do nosso novo site?