Entidades de representação retomam negociação da Cassi com o BB

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“Na última segunda-feira, dia 18, as Entidades de Representação do Funcionalismo da ativa e aposentados do BB,  que compõem a Mesa de Negociações da Cassi (AAFBB, ANABB, FAABB, CONTRAF e CONTEC) retomaram os debates sobre a sustentabilidade daquela caixa de assistência.

Os representantes das Entidades cobraram do Banco informações sobre o andamento dos projetos de ações estruturantes e ações emergenciais de reforço de caixa para a Cassi, a fim evitar que se tenha corte de benefícios, falta de atendimento e possíveis descredenciamentos.

A mesa reafirmou que os projetos não são de uma ou outra diretoria da Cassi, mas da Entidade, e que devem ter continuidade. Os projetos fazem parte do Programa de Excelência no Relacionamento, desenvolvido pelas diretorias da Cassi, que tratam de aperfeiçoamento dos mecanismos de regulação, gestão da rede de prestadores, acesso qualificado através do sistema integrado de saúde, gestão integrada de informações de estudos estatísticos e atuariais, aperfeiçoamento dos processos orientados ao sistema de saúde Cassi e novos planos.

As entidades também cobraram do Banco que apresente proposta de sustentabilidade de longo prazo para ser debatida.

Foram reafirmados os princípios balizadores da negociação e consensos construídos ao longo do processo de negociação:

- o princípio da solidariedade;

- investimento no Modelo de Atenção Integral à Saúde através da Estratégia Saúde da Família;

- a garantia de atendimento para ativos, aposentados, dependentes e pensionistas;

- corresponsabilidade entre BB e associados.

Propostas de cunho emergencial foram apresentadas para análise do Banco de forma a garantir reforço de caixa considerando o fim das reservas livres. Os representantes do funcionalismo da ativa e aposentados apresentaram a proposta de antecipação do SiBET, (valores oriundos de contribuição patronal e pessoal, a partir do resgate do saldo do BET na Previ, referentes aos funcionários do Plano 1 ainda em atividade).  Esta medida anteciparia os recursos e não traz nenhum prejuízo aos associados.

Foi sugerido novamente que se tenham contribuições para a Cassi nos acordos judiciais e extrajudiciais trabalhistas e que o banco analise a antecipação de contribuições.

O Banco informou que parte das análises dos projetos está sendo conduzida dentro do próprio banco com a avaliação dos dados disponíveis até o momento e que o Banco está estudando a forma de se fazer o investimento nos projetos.

Sobre as propostas de cunho emergencial, o Banco afirmou que ainda nesta semana fará reuniões com a Diretoria da Cassi para discutir algumas medidas que foram propostas e estão sendo analisadas técnica e juridicamente, reiterando o Banco que todas as medidas sugeridas preservam os benefícios e mantém o atendimento integral aos associados.

Sobre antecipação de recursos, o Banco afirmou que já fez com a antecipação do 13º proposta pela Mesa de Negociação e que esta foi a única medida possível de antecipação, até o momento.

As entidades cobraram que as negociações sejam aceleradas e foi acordado que teremos rodadas em menor tempo entre uma e outra a partir de agora, sendo a próxima  rodada agendada para o dia 1º de agosto.”

NOTA: A FAABB nessa reunião foi representada por nossa Diretora de Assuntos Assistenciais, Loreni de Senger.

OPINIÃO DA FAABB

        Se o BB vinha enrolando nas negociações desde início de 2015, agora que empacou de vez. Ao que parece, o BB está sem rumo na incerteza política – não sabe se “volta Dilma” ou se  “Fica Temer”. Essa história de que “O banco informou que parte das análises dos projetos está sendo conduzida dentro do próprio banco com a avaliação dos dados disponíveis até o momento e que o BB está estudando a forma de se fazer o investimento nos projetos”. É conversa para boi dormir, pois ainda março o BB havia se comprometido a contratar as empresas e tocar os projetos. Naquela reunião de março  “O Banco informou que no que se refere às contratações das empresas, já foram feitas prospecção e apresentação de projetos e que já estaria em fase de pré-licitação para a contratação.”

Não há novidades. Não há nada de concreto. Ao que parece, parte da Diretoria tem lançado propostas nas Redes Sociais.

Vejam o que pensa o Diretor William Mendes:

“- Opinião sobre o custeio, sobre o déficit atual e o fim das reservas livres no Plano de Associados

Entendo que para podermos investir no modelo assistencial de Atenção Integral à Saúde e na ESF e manter os direitos dos associados, é necessário consultar o Corpo Social para aumentar as receitas do Plano de Associados, dos atuais 7,5% sobre a remuneração dos associados (desde 1996) para 10%, mantendo-se a proporcionalidade estatutária entre a parte do Banco e a dos associados (1 x 1,5 vez). Os associados aumentariam sua contribuição para 4% e o patrocinador BB aumentaria a sua para 6%, mantendo-se a proporcionalidade contributiva atual.

Para sairmos da impossibilidade de ampliação do modelo assistencial por falta de investimento, fator prioritário para sustentabilidade da Cassi e melhor uso dos recursos do Plano nos próximos anos, sugiro contribuição extraordinária de mais 0,5% exclusivamente rubricado para a gestão e ampliação da ESF e Atenção Integral, a cargo da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, responsável pelas unidades administrativas da Cassi nos Estados e pelas unidades de atendimento aos associados, as CliniCassi (hoje 65 unidades no país). O recurso de 0,5% (meio por cento da folha) extraordinário seria por 5 anos, por parte dos dois patrocinadores, com prestação de contas no Relatório Anual Cassi e avaliação ao final do período.

Como a situação de liquidez necessita de tempestividade na solução para os próximos meses, e sou absolutamente contrário a qualquer proposta que interrompa o pagamento dentro da normalidade aos prestadores de serviços de saúde (rede credenciada) porque isso afetaria tanto aos associados quanto às relações comerciais da Cassi, sugiro também consultar o Corpo Social para que haja rateio mensal do déficit do Plano de Associados, também proporcional 1 x 1,5 em relação aos dois patrocinadores, Corpo Social e Banco do Brasil, até que a nova proposta de receita de custeio seja aprovada.

Nos próximos dias e semanas escreverei mais, aqui neste espaço, a respeito de minhas opiniões e estou à inteira disposição das entidades e suas lideranças e dos gestores do Banco do Brasil para conversarmos a respeito do tema.

Também produzimos estudos na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento desde o início de 2015 que nos dão muita convicção em defender a ampliação do modelo de Atenção Integral e ESF. Os estudos indicam que o grupo de participantes já cuidados por nós na Estratégia Saúde da Família tem um comportamento de despesas assistenciais no uso da rede credenciada melhor do que o grupo de participantes que ainda não se vinculou ao nosso modelo assistencial.

Enfim, é isso o que apontamos inicialmente para contribuir nos debates entre os patrocinadores, o Banco do Brasil e o Corpo Social. Abraços,

William Mendes

Diretor de Saúde e Rede de Atendimento”

IMPORTANTE: Essas propostas do Diretor William Mendes não foram levadas à mesa de negociações com os representantes do Banco do Brasil.

Att

Isa Musa

FAABB

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